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FR:: sobe e desce quarto dia: Blue Man e Melk Z-Da salvam domingo
Quando a gente assiste a um bom desfile e ainda tem uns 4 pela frente, a fala mais comum é: já pode ir embora. A Blue Man teve este efeito. Ainda bem que o incrível Melk Z-Da desfilou para valer a pena, e não ficar com imagens chatas, que já nascem datadas. Efeito WGSN forte!
Blue Man ![]()
A Blue Man já fez desfiles memoráveis como aquele gigantesco nos Arcos da Lapa, quase uma ópera. Volta agora em grande estilo participando da reforma do Teatro Glaucio Gil e com Ney Matogrosso e Yamandu Costa em show do tipo íntimo.
Mas longe de ser poeira nos olhos, foi o palco perfeito para um show de maiôs e biquinis para vida real! A herança de David Azulay está lá toda intacta. Eu já falei isso uma vez e repito: meu verão só começa quando eu entro na loja da Blue Man e compro uma sunga. São muitos anos nesta história e não tenho outra marca no guarda-roupa. Agora então morando em Ubatuba, vou ter que comprar muito mais!
Filhas de Gaia ![]()
Mantra fashion: simplifica que melhora! Mais criação e menos repetição, POFAVO!
Cavendish ![]()
No paraíso não vamos usar roupas, né?
Melk Z-Da ![]()
Este menino é sempre genial! De uma idéia que poderia ser um perigo nas mãos erradas, as danças populares que estão em extinção no Brasil como o reisado e o congado, ele faz um desfile de grandes e delicados contrastes.
Ao optar pelo branco, todo o minucioso trabalho dele não tem artifícios como estampas étnicas, vestidos esvoaçantes ou florais que invadiram as passarelas wgsnianas.
Transparências, tramados armados, barrados bordados, cortes assimétricos e ainda assim plenos de equilíbrio, pregas gigantes formando babados surreais, tecido rico e tecido barato… Criação pura! Delírio pleno! Vale a pena ver os detalhes no FFW do desfile para entender um pouco o que isso quer dizer.
Com tudo isso, não tinha salto alto, era tudo pé no chão. O que deu um toque de elegância, num mundo que só quer saber do glamour!
OESTUDIO ![]()
Será que os criativos cariocas tem medo da moda? Te digo, a moda não precisa de muletas, ela se basta por si e pode ser mais encantadora do que muita coisa dita artística, viu?
TNG ![]()
A marca vem alegrinha, colorida, com estampa de bolas, listras, losângos, um rosa bonito aqui, outro azul acolá. O problema é um certo didatismo no desfile, onde tudo veio tudo muito blocadinho, monótono, o que acabou deixando a excelente coleção de inverno com saudades!
FR: A estréia de Mauricio Ianês na TNG
O caso da TNG é muito particular. É uma marca que tem um pouco mais de 25 anos, a mão forte do seu criador, Tito Bessa, que resolveu há alguns anos dar uma modernizada na marca. O que estou me propondo a escrever aqui, é mais sobre outras questões que a coleção de Inverno 2010 me trouxe do que o desfile propriamente dito. Que foi bem bom, por sinal.
A fórmulade Tito foi contratar, primeiramente expoentes da moda, como o caso dos estilistas Icarius e Marcelo Sommer, depois a Legendária Regina Guerreiro, e agora o artista plástico e stylist, Maurício Ianês. Na passarela, sempre uma dupla de atores de sucesso para ganhar o que chamamos de mídia espontânea.
Na vida real, Tito tem 831 pontos de venda no Brasil, 131 lojas próprias e está presente em 700 lojas multimarcas. Em São Paulo há ainda diversos outlets espalhados que vendem peças de coleções passadas há um preço bem camarada. Nada mal, convenhamos.

Agora, com a estréia de Iânes, a TNG traz a tona uma discussão interessante. A marca tem uma equipe de estilo permanente e que recebe a cada estação o reforço dos nomes acima citados para dar um up na coleção. Já vimos e ouvimos repetidas vezes que quando uma coleção meio que destoa do que a marca apresenta nas lojas teve a mão extra do stylist.
Ao contratar um stylist, acho interessante pensar isso como um fato que poderia ir além de um desfile. Sabemos até por experiência própria que a moda é feita muito em termos de imagem e são os stylists responsáveis por estas imagens. Podemos não ter grana para comprar um Prada, Marc Jacobs, Balenciaga, mas a imagem que estas marcas produzem nos seduzem e nos fazem querer possuir algo de cada uma. Por isso tanta bolsa, camiseta, sapatos, perfumes são vendidos.

Christoph Wulf constrói uma crítica sobre esta questão da imagem. Ele faz uma revisão da história da imagem. Sua história começa quando as imagens ainda não haviam se tornado obras de arte, faziam parte imagens mágicas, imagens de culto, imagens sacras. Depois, explica que as imagens tornam-se representações de algo que não são. Representam algo, expressam algo, remetem a algo.
Sobre o momento atual, Wulf afirma:“Além de textos, pela primeira vez na História da humanidade também imagens são armazenadas e transmitidas para outras gerações, em um volume inimaginável. Fotos, filmes, vídeos tornam-se ajudas mnemônicas; surgem memórias imagéticas. Se textos até agora precisavam da complementação de imagens imaginadas, a imaginação hoje é limitada pela produção de “textos imagéticos” e sua transmissão. Cada vez menos pessoas são produtores, cada vez mais pessoas se tornam consumidoras de imagens pré-fabricadas que praticamente não desafiam a fantasia’.

A moda entende e muito bem este processo e se utiliza disso para criar desejos, que podem ser consumíveis ou não. A coleção de Iãnes tem várias peças muito desejáveis, como as camisas xadrezes misturadas com couro, maxicamisas masculinas, os jeans mais bruto e mais largo, a estamparia, vestidos de seda, saias de pele. Peças que dificilmente chegarão às lojas porque o custo de fabricação não é dos mais baratos e talvez nem seja objetos de desejo do consumidor da marca.
Por outro lado, para Tito, o consumidor médio da TNG adora novelas e seus atores. Assim, quando ele ler numa revista que Thiago Lacerda e Thais Araújo desfilaram para a marca, ele continue a querer comprar aquilo que sempre comprou.

É um case interessante de se pensar em termos de uma marca. Não estão ali, os hits que estamos cansados de ver e rever. Não tem ombro importante, não tem plissado, mas tem algo de grunge que já está nas ruas e é fácil de consumir. O desfile é uma ponta do processo que vai ser bem diluído para que a TNG continue vendendo sua moda fácil e acessível. E vender nos dias de hoje é o que importa, não é mesmo?
FOTOS: AGÊNCIA FOTOSITE PARA FFW
FR:: Domingo fraco. TNG desaponta
A Doris Bicudo (Estado de São Paulo) comentou comigo, que domingo é domingo em qualquer lugar do mundo. Pode ser, mas aqui no Fashion Rio não poderia ter sido pior: tempo nublado, chuva, frio, e desfiles muito fracos. O ponto alto (ou baixo?) foi o desfile da TNG, com estréia da Regina Guerreiro como diretora de criação.
Como consultora da marca, a também editora de moda, estava conseguindo aos poucos imprimir sua marca, respeitando os limites da TNG, procurando não reinventar a roda, como ela mesmo diz. Fazer um básico acessível.
Não sei o que aconteceu. Não sei se pesou ela ser contratada da marca, o que muda as relações com o Tito Bessa, mas de acordo com a matéria do Alcino Leite: “Regina e sua equipe cuidam da criação das peças conceituais que vão para a passarela. Tito comanda o desdobramento da coleção comercial. A ideia do empresário é diminuir a diferença entre as duas coleções e, para tanto, planeja criar nos próximos meses 25 lojas-conceito da grife”.
Mas não foi bem assim. A coleção apresentada era bem comercial com pouquissimas novidades. Bom isso não é um problema – ser ou não ser comercial – mas num desfile temos que dar um up grade na imagem de moda que a coleção quer apresentar e depois ser desdobrada no que chegará as lojas.
Uma pena.
Conheça as marcas que vão desfilar no Fashion Rio
Parece que tudo é resolvido e anunciado nos finais de semana agora! No sábado foram anunciadas as marcas que desfilarão no Fashion Rio. Soube via Twitter do G1 e da Folha Online. Pessoalmente, a pior novidade é que a moda masculina mais uma vez saiu perdendo com a “saida” do Ivan Aguilar e da Complexo B.
De acordo com o Alcino Leite para a Folha Online, os cortes foram feitos “após consultas a jornalistas cariocas e à Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro). Sabemos que a maioria dos jornalistas e editoras estão voltadas para moda feminina, por conseguinte, numa votação a moda masculina pode ficar em segundo plano. Paulo Borges diz que outro critério de seleção foi a relevância comercial e empresarial das marcas, a sua constância de apresentação nas últimas temporadas e a capacidade estrutural do Fashion Rio para realizar os desfiles”.
Vamos combinar que a resposta é bem abrangente, já que marcas como Printing, Auslander, Filhas de Gaia, Francisca fizeram sua estréia na temporada passada. Quando falei com o Ivan Aguilar na semana passada ele só me disse que não estava certa sua participação, mas não houve uma consulta formal para saber se ele tinha condição ou não de desfilar.
Como é o primeiro Fashion Rio sob nova gestão, vamos dar um desconto. Todos conhecemos a competencia da Luminosidade na gestão do SPFW, porém, o que sinto mais falta é uma definição melhor do que cada semana de moda pretende. Se temos as semanas de NY, Paris, Milão e Londres, não estaria na hora de definirmos qual é a nossa semana de moda?
Anyway, as marcas “escolhidas” foram: Acquastudio, Alessa, Apoena, Auslander, Cantão, Carlos Tufvesson, Cavendish, Claudia Simões, Coven, Espaço Fashion, Filhas de Gaia, Francisca, Giulia Borges, Graça Ottoni, Juliana Jabour, Lenny, Luisa Bonadiman, Mara Mac, Maria Bonita Extra, Melk Z Da, Printing, Redley, Salinas, Sta Ephigênia, Teca, Tessuti, TNG, Victor Dzenk e Walter Rodrigues.
O line up com as datas que cada uma das grifes desfila sai na terça.
Balanço do Fashion Rio
Cada vez mais gosto dos textos da Glória Kalil. Seu editorial sobre o Fashion Rio é outra jóia. Há algum tempo vários blogues vem falando da morte das tendências e ela avançou dizendo “sai a moda, entra o estilo”. Já que tudo pode, resta a você selecionar o que lhe cai bem, ensina Glória.
Realmente, na moda (bem) comercial apresentada no Fashion Rio, teve de tudo um pouco: étnico, urban street, alfaitaria x esporte, esporte x alfaiataria, tricôs, largo, justo, volumes em oposições (mais volume em cima, seco embaixo e vice-versa), a lista é infinita.
Cantão, Maria Bonita Extra, Coven (fotos: Marcio Madeira)
Quem sempre fez bem, continua apostando naquilo que sempre vendeu, como Cantão, Maria Bonita Extra, Coven. Quem achou um bom caminho, continua sua evolução como Redley, Ivan Aguilar, TNG, Apoena, Juliana Jabour. Quem gosta de roupa-festa não vai ficar a ver navios, uma profusão de vestidos de todos os comprimentos e volumes, como na boa surpresa mineira, Printing. Todos com ressalvas aqui e acolá.
Redley, TNG, Juliana Jabour (Fotos:Marcio Madeira)
Quem não tinha personalidade, chega no inverno sem. A crise é real e acho ótimo que aconteça, porque só a qualidade, persistência, trabalho sério, é que vão fazer com que as marcas atravessem a tempestade. Não sem arranhões, botões perdidos, saltos quebrados, roupas rasgadas, claro.
Fernanda Yamamoto, Pure, Stefania (Fotos: Bira Soares)
Bom, que no meio disso tivemos boas surpresas no Rio Moda Hype, com nomes para acompanhar, como Fernanda Yamamoto, Pure, Stefania. Tem também Melk Z Da, como disse Carol Vasone, o único conceitual na semana carioca. Sim, é importante ter gente nadando contra a corrente, sempre. Fora do circuito, foi muito bom conhecer a moda masculina de Bianca Grahan Ferreira.
Printing, Melk Z Da, Bianca Grahan Ferreira (Fotos de passarela: Marcio Madeira)
Foi uma semana quente, chata, meio arrastada. O ar-condicionado forte do passado não rolou, nada de muito emocionante aconteceu, a não ser uma ventania que fez com que as estruturas (em meio de uma cenografia fechada demais) tremessem. A maioria que veio fazer a cobertura, mesmo que não confessem, teve que tirar leite de pedra, afinal, a redundância nunca dá uma boa pauta, não é mesmo?
FR: TNG faz roupas reais para crise real
Antes que o Cauã Reymond causasse um tumulto no backstage da TNG, resolvi passar por lá para conversar com a Legendária Regina Guerreiro antes do desfile. Quem me acompanhou até lá, foi o Luca Lauri, responsável pela trilha do desfile.
Antes de conversar com ela, encontrei meu mais que querido e talentoso beauty-artist Ricardo dos Anjos, responsável pela beleza do desfile. Ele contou que para este inverno escolheu uma maquiagem e cabelos aparentemente muito simples. “Trabalhei com poucos elementos, onde fazemos e depois quase que apagamos a maquiagem. A boca tem um tom natural, as bochechas são levemente rosadas, os olhos são marcados e depois apagados. É quase um efeito blur sobre o make. Só que sobre a luz da passarela estes poucos elementos vão ser ressaltados”. Todo um visagismo, não?
Depois ele contou que foi bookado para a nova campanha da C&A. A surpresa é que sai Daniela Sarhayba e entra um trio de super tops poderosas, entre elas, Carol Trentini.
Encontei Regina Guerreiro logo depois. Foi um papo longo, particular, com muitas revelações, confissões, sob medida para matar as saudades. Ou seja, a maior parte é impublicável sim. Sorry!
Claro que falamos sobre a coleção. Foi mais uma daquelas “aulas” delícias que tive quando trabalhei com ela. Comentamos sobre esta questão do novo da moda. Este é um tema que tem rondado as mentes-fashions ao redor do mundo. O Luigi Torres fez um ótimo post sobre isso. Entre um desfile e outro, encontrei com a Gloria Kalil e retomamos o assunto do seu primeiro editorial do ano.
No final, Regina não teve medo de assumir que não está re-inventando a roda e que pela sua análise da TNG e do público que ela atinge, ela propõe um bom básico, que seja acessível ao jovem consumidor, e que ele se sinta bem vestido sem que ter que pagar alto por isso.
Ela falou sobre o amadurecimento do seu papel de consultora dentro da marca, fruto de uma parceria que está na sua terceira edição: “Claro que para efeito de passarela em alguns looks uso tecidos mais nobres como veludo de seda pura ou pelica muito macia em alguns casacos. Mas isso não quer dizer que estamos enganando ninguém. Fiz uma lista de tecidos mais baratos para cada um destes looks que tem um caimento próximo”.
Muito digna e coerente esta postura, já que tenho me debatido com esta questão entre imagem e produto. Concordo que a imagem de uma marca deve ser forte suficiente para chamar atenção da mídia e dos seus pontenciais consumidores, mas não pode ser enganosa. A imagem deve estar refletida no que chega às lojas, afinal, tirando algumas peças revolucionárias de Chalayan, ninguém veste imagens.
Regina Guerreiro, mesmo usando uma bengala, fruto de um acidente na saída do avião da Air France, mostra que está com os dois pés muito firmes no chão!
Na passarela, a coleção foi apresentada em 2 blocos principais: o primeiro vários com vários tons de azuis caminhando para o branco e cinza, para ir acrescentando pequenas pinceladas de cores como o roxo, marrom, laranja. Já falei várias vezes que ela é a mestra de passagens, e com ela aprendi a fazer isso. Não só eu, mas muitos editores de moda importantes que já passaram pelas mãos delas. Veja a sequencia de fotos para entender um pouco isso:
Como é uma marca jovem, o jeans é o carro-chefe da coleção, que vem num cardápio bem variado de opções, desde os mais lavados quase brancos aos mais profundo azul. Assim, como os shapes que variam do mais sequinho até a mais folgada pantalona.
Todos nós sabemos (ou deveríamos saber) que um look total jeans é bem perigoso. Mas com sua mistura de jeans e alfaiataria ele cria ternos e costumes masculinos e femininos que estão muito bem na fita.
Um outro destaque vai para a calça de cintura alta, na medida certa de uma nova bag: ela não engorda tanto como as versões oitentistas. O efeito é muito bom.
No mais, Cauã Reymond fez três entradas, muito aplaudido, já que é lindo, simpático e muito educado de verdade. Tem uma coisa que eu não sabia, é que nos tempos de modelo, ele participou de uma campanha da TNG.
Na minha opinião, esta é a melhor coleção que a Regina fez para TNG. Feita sob medida para uma moda casual e desprentenciosa, cheia de peças úteis, que todo precisa. Ainda, encontrei com ela no lobby do hotel e pude dar mais um beijo nela. Não tão forte como o Cauã fez na passarela, of course. Ui, ui, ui, tá periguete, hein, Regina!!!!
Preview Fashion Rio: TNG
E a moda brasileira do inverno (!?) 2009 já vai tomando forma e jeito. Neste comecinho de ano, com o corpo e a mente ainda amortecido das microférias do final de ano, já recebi vários releases e notas com os previews das coleções que vão desfilar no Fashion Rio, entre o dias 11 e 16 de janeiro, na Marina da Glória.
O melhor release de todos, disparado e sem comparações, é o da consultora de estilo da TNG da Legendária. Sim, Regina Guerreiro continua firme e forte ao lado de Tito Bessa Jr. A celebrity do desfile é Cauã Reymond. Ui, ui, ui, as periguetes vão ficar em polvorosa, sabe como?
Brincadeiras à parte, vou dividir aqui com vocês, o texto feito pela Regina.
RÉGUAS, COMPASSOS E ESQUADROS
Vamos que vamos, desenhar & redesenhar a “vida de verdade”. Sim, ela anda difícil. E a moda tem que ser cada vez mais fácil, mais rápida, mais inteligente. O efeito estufa cresce em todo o planeta. E aqui nesse nosso país tropical, modelitos & modelões tem que pegar leve, sabe como?
*Branco é chique no inverno, mas ele pode escurecer, escurecer, até virar azul negro ou até…cinza tempestade!
*Noite adentro, surpresinhas: de repente um triângulo cor-coragem, vem à tona e ilumina a cena.
*Shapes limpos: bem dizia Coco Chanel que é preciso eliminar os malditos “supérfluos”. Apostamos nas simetrias/assimetrias, nas construções/descontruções, nos abotoamentos/desabotoamentos, sem dar muita “bola” para as tais “tendencinhas” do “pedaço”. Claro, temos anoraques masculinos/femininos, macacões espaçosos, jaquetinhas, jaquetas e jaquetões…
*Boas idéias: para ele um paletó com bolso cangurú. Para ela um jogging (veludo de seda pura), sedutor/badalador, o luxo dos luxos para aquela hora “huuum“, ele vai chegar…Mas também um tudo para cair na noite e “arrebentar”!
*O jeans é coringa-fashion (like always), não só na nossa passarela como nas mais antenadas passarelas do mundo. É vital, é funcional, nobody pode negar. Pode ser bruto, pode ser soft, pode “apertar”, pode “deixar pra lá”, pode encurtar, pode “se amassar”, pode azular, pode empalidecer, pode esfumaçar, ah…ele pode TUDO!
*Camisetas “pas comme les autres“: prints gráficos, jacquards elaborados, “agarram” todos os olhares. As camisas brancas de tricoline (só para ele…), saem da mesmice, com cortes & recortes inesperados. Noutras, são as listras fininhas, que marcam “encontros e desencontros”, verticais, horizontais, diagonais. O visú fica chiquérrimo! Aiaiai, não dá para não querer. São só “dele” mas…eu até já roubei uma!
*O que mais? Não sei. Só contei o que me lembrei. Mas …tem mais, muito mais. Agora você vai ver.
POR REGINA GUERREIRO
FASHION RIO :: O dia D da TNGuerreiro
Ontem não foi um dia de todo mal. Teve o divertido desfile da Sta. Ephigênia, os incríveis tricôs da Coven, a moda OK da Cantão e o desfile mais esperado do dia por grande parte dos fashionistas: a estréia da Regina Guerreiro como consultora de estilo da TNG.
Como todos sabem meio mundo trabalhou com a Regina: Giovani Frasson (Vogue), Paulo Martinez (FMag), Sandra Bittencourt (Marie Claire), Jussara Romão, e eu mesmo. Imaginem que o Frasson teve um compromisso em São Paulo e voltou só para ver o desfile.
Infelizmente muita gente ficou de fora, por um problema de horário. Estava previsto um certo atraso, mas houve um buraco na programação da GNT e o desfile entrou ao vivo. Horários trocados, porta fechada. Frasson, Sylvain Justum, Erika Palomino acabaram vendo o desfile do telão. Maria Prata entrou pelo backstage assistiu sentada no chão!!!!
As opiniões acabaram divergindo. Uns amaram, outros odiaram. Eu fui dos que nem uma coisa, nem outra. Uma coisa foi unânime: a cartela de cores e a edição foram realmente o ponto alto do desfile. Tem aquele problema de acabamento, de alguns tecidos ruins, que sempre acontece com a marca de Tito Bessa. Afinal não é uma marca de luxo.
O desfile foi um tanto longo, tipo 4 blocos, que criaram vários momentos de anticlimax. Além da insistência com o modelo-celebridade, posto que coube nesta temporada ao casal Lazaro Ramos e Thais Araújo. Um desfile mais enxuto renderia mais e seria menos repetitivo em vários momentos. Penso que a última parte foi desnecessária, com aquele japonismo todo meio datado.
Agora, o que estou curioso é saber como ela vai resolver a TNG na sua edição da CARAS Moda. Ui, ui, ui, kiridinha, telhado de vidro, sabe como?
FASHION RIO :: Matérias para L´Officiel
Ontem, houve atrasos nas entregas das matérias para L´Officiel. Mas dá tempo de ler, sem problemas, não é mesmo? Estou meio em crise com meus textos…
Efeito estufa nas salas de desfile
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Coven faz mágicas com tricô
Cantão traz o universo da literatura para o inverno
Drosófila confirma Anos 70 como tendência
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Erika Mader garota-propaganda da Redley não desfila

















