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Algumas notas sobre Oi Fashion Rocks
De tão ocupado esta semana, não vi o email-convite da organização do Oi Fashion Rocks. Tudo bem, não dá para ver e estar em tudo. Mas acabei sabendo de algumas coisas…

Top make up artist Robert Estevão prepara a top Carol Trentine (Foto: Sergio Caddah/LatinContent/Getty Images)
Keith Batista – KCD Consultoria de Moda Internacional, responsável pelos makes do todos os desfiles, deu muito o que falar. E mal. Um dos gringos destratou bastante nossos profissionais, chegando ao cúmulo de um conhecido maquiador ter que ser defendido bravamente pela top Vivi Orth…Parabéns, Vivi!

Momento help me de Mariah Carey ( Foto: Faya/LatinContent/Getty Images)
A frase ouvida em alto e bom som dita pela Mariah Carey no backstage: “I want more light in me more than anyone else in the stage!”
O que ela não percebeu foi que a luz só aumentou a sensação que ela não conseguia se mover com o vestido sereia-mega-justo que a fofa escolheu para cantar na apresentação da Calvin Klein e ainda por cima, esqueceu de apresentar Francisco Costa…

Momento Victoria Secret by Lenny ( Foto: Faya/LatinContent/Getty Images)
A incensada stylist Katie Grand, ao meu ver, deu 2 escorregões: Lenny não precisava do efeito Victoria Secret, assim como misturar verão e inverno do Herchcovitch, nhé?
Em compensação, é sempre bonito ver amigos de longa data como a Geanine Marques (Stop Play Moon) vibrando muito com Alexandre:

Momento Ueba de Geanine Marques ( Foto: Faya/LatinContent/Getty Images)
E o grande nome da noite foi mesmo da diva de 61 anos, Grace Jones. Vozeirão, presença de palco, incrível! Foi a atração que eu queria ver, ouvir, mesmo que somente 3 músicas: Slave to the rhythm, Pull up to the bumper, Williams Blood para o desfile do Marc Jacobs, que resolveu não dar as caras novamente por aqui…
A Marcelle gravou e fez a minha felicidade remota:
E sobre a performance de Grace Jones para Marc Jacobs e otras coisitas mas, vale ler o post do Vitor Angelo sobre o evento: Oi? Fashion Rocks. Resumão bom para refletir…
No mais, fico com a belíssima imagem da Samira Carvalho para Versace:

( Foto: Faya/LatinContent/Getty Images)
GENTE QUE FAZ: ZECA GUTIERRES
A coluna que não tem nunca data para sair, mostra seu quarto personagem. Depois de Marcelo Ferrari, Vitor Ângelo e Olívia Hanssen, é a hora e a vez do jornalista e editor Zeca Gutierres.
Conheci o Zeca (ou Guti) na década de 90 e sou fã do seu trabalho. Ele já passou pelas redações do Jornal da Tarde, revista Simples, Daslu, Estadão (bem rapidinho), fez parte da equipe do SPFW Journal na edição passada e hoje é editor do site Glamurama. Além disso, edita o Gibi Erótico e fez história com a revista on speed, que volta agora em versão online. Os dois últimos projetos em companhia do seu amigo e diretor de arte Jorge Morabito.
Para quem não conheceu a on speed ela foi lançada em maio de 1998 e de longe foi “A” revista. Foram 19 edições que apresentavam – antes de virar moda- o cruzamento de linguagens. Moda, música, arte e noite faziam parte do mesmo universo, tudo misturado. Ah! Antes também disto tudo virar lifestyle…
Foi lá que li os textos afiados e memoráveis do Mario Mendes, as fotografias da Claudia Guimarães, do Renato De Cara e do Cristiano, as colaborações como stylist de Marcelo Sommer, os makes incríveis do Robert Estevão, um espírito de liberdade criativa muitíssimo raro. Melhor de tudo? Era Grátis.
Nesta entrevista, como sempre, ele não tem meias palavras e nem dá o truque. Com vocês Zeca Gutierres, tipo gente que fez, faz e fará! Sempre bem.
PRELIMINARES
1. Conta um pouco da sua trajetória como no jornalismo
ZG: Sou de Mogi das Cruzes e aos 19 anos, no primeiro ano de faculdade de Comunicação Social, entrei em um jornal de bairro na minha cidade. Foi onde tudo começou, cobria cidade e até a Câmara Municipal. Nem queria ser jornalista, fazia teatro e achava que ia ser ator… Juro, eu tinha jeito.
2. Você já passou por muitas redações, escreveu mais de um milhão de laudas. Quais são seus highlights?
ZG: No caderno Modo de Vida, em 1996, no JT, foi quando entrei de vez pro mundinho, fazia matérias malucas e outras sérias. Para você ter uma idéia, morava na casa de Nina Lemos e ainda tinha o Guto Barra. Muito legal. Na revista Simples eu fiz matérias bem legais, mas não lembro de nada em especial. Na onspeed eu tive contato com artistas super talentosos…
N.R.: Fico imaginando as pautas que surgiam nesta casa! A Nina hoje tem os 2 Neurônios e colabora com pautas incríveis durante as semanas de moda. O Guto Barra foi para NY e teve uma incrível agência de notícias, o Planet Pop, que várias vezes me salvou na época do Supersite.
3. Por outro lado, com tanta bagagem, de vez em quando pagamos alguns micos. Lembra de alguma pauta que foi para o brejo? Ou uma matéria que mesmo natimorta teve que levar adiante?
ZG: Quando a princesa Diana morreu, o povo do JT pediu um texto e me gongaram porque estava uma bosta. Será que pensaram que eu era o Arnaldo Jabor??? Ah! Uma vez, também no JT, me joguei a noite inteira e perdi a hora do plantão. Quando acordei, faltava uma hora para o fechamento. Voei pra redação e chegando lá no bairro do Limão, a Nina Lemos estava lá para me salvar. Ficou todo mundo me olhando como se eu fosse a Amy Winehouse, e eu era mesmo!
N.R. Hoje o Guti não se joga mais e é figura rara na noite.
4. Qual a dor e a delícia da profissão?
ZG:O bom do jornalismo é que você não precisa de nada, além de um lápis, para construir sua história. Isto te torna mais crítico do mundo, evita que vire mais um bobo babando ovo para tanto lixo que as pessoas consomem. O lado ruim é que jornalista ganha muito mal. Por isso o povo é tão azedo…
N.R. Ele nem é tão azedo assim. Muito crítico, mas sempre com humor muito peculiar…
ATO EM SI
Katia Miranda, hostess legendária em SP e Mariana Weickert beeem novinha nas capas da on speed
1. Há dez anos atrás você e o Jorge Morabito criaram a on speed, uma revista gratuita que fez história pela ousadia, formato, matérias e editoriais. Uma das grandes características foi reunir muita gente bacana escrevendo, produzindo e fotografando. Como você analisa a revista agora com todo este processo colaborativo?
ZG:Nem sei o que fiz direito, sabe? Vivia na maior loucura da noite. Jogação!!! Acho que instinto conta muito. A escolha dos colaboradores e a direção de arte do Jorge Morabito. Tinha também muita gente de diferentes mundos e idades participando. Não tinha essa de rodinha, de bairrismo. As pessoas davam tudo de si na onspeed, era por amor e não por dinheiro.
Diário de Melanie (ilustrações: Julio Camarero & texto: Siegbert Franklin
2. Outro projeto que está em cartaz até hoje é o Gibi Erótico. Sexo é u



