Posts Tagged ‘Galeria Mezanino’

postheadericon Miriam Homem de Mello lança fotografias na Livraria Cultura

Quem me apresentou o trabalho da fotógrafa Miriam Homem de Mello foi o Renato De Cara. Passei por um trabalho dela numa das exposições da Galeria Mezanino e perguntei de quem era aquela paisagem aérea. Ele me respondeu que não era uma paisagem e sim a fotografia de uma canaleta de rua. Fiquei impressionado como ela conseguia dar uma dimensão macro para algo micro.

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“Com a fotografia aprendi a dar a tudo uma nova dimensão, a dimensão do enquadramento. Minha relação com o mundo passou a ser balizada por esse parâmetro. Tudo uma questão de enquadramento, de ângulo de abordagem, de grau de zoom, de correção cromática. Como se o banal pudesse tornar-se sublime por meio disso e vice-versa, como se o real não fosse obrigatório, mas uma questão de escolha. Acho que é essa a minha escolha. Povoar a cidade com crops e zooms dando à minha própria vida um enquadramento mais real”, revela Miriam.

Hoje (6 de agosto) na Livraria Cultura do Shopping Vila Lobos, das 19 às 22h,  ela lança uma inédita de fotografias chamadas “Horizontes Verticais”. As fotografias são apresentadas em 3 formatos: 23 x 29 cm (série com 5 imagens), 27 x 35 cm (série com duas imagens) e 40 x 50 cm. A impressão é feita com exclusividade pela editora Buriti do Brasil com a mais alta e recente tecnologia disponível para o segmento de arte que utiliza tinta pigmentada de alta densidade. O papel utilizado é o Canson Infinity Montval Aquarelle de 310 g/m² e os exemplares incluem o passe-partout Canson, pH neutro, com chanfro de 45º e certificado de autenticidade.

O preço vai de R$ 240,00 a R$ 580,00. Ótima ocasião para quem quer começar alguma coleção de arte, ou ter uma foto bacana em casa e ainda dar de presente. Idéia ótima de vender fotografias numa Livraria também.

postheadericon Galeria Mezanino perde espaço e ganha vários!

Hoje como é dia de São Jorge, nada melhor do que um post-homenagem a um guerreiro: Renato De Cara. Depois de todo imbroglio envolvendo a saída da Galeria Mezanino do espaço que ocupava na loja do Hercovitch, ele dá a volta por cima. Conhecendo bem o Renato, não é o que ele queria, mas calma, amigo, tudo tem seu tempo!

Ontem foi a abertura da exposição Museu de História Natural do Daniel Malva, fotógrafo e artista representado pela Mezanino, que vai ficar hospedada no espaço opHicina até o final de maio, ali na Rua Aspicuelta, 329, na Vila Madalena.

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O artista apresenta sua seleção animal, registrada em alguns museus do estado, com uma linguagem autoral, cheia de delicadeza e pesquisa fotográfica. Taxidermia, esqueletos, fetos e insetos, das mais variadas cores e tamanhos.  Ampliações em papel algodão, na proporção natural dos animais.

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Como curiosidade, um coração de baleia medindo aproximadamente 80X80cms e uma caixa com uma coleção de borboletas brasileiras de regiões cafeeiras.

Sábado tem duas aberturas: primeiro a do mais que querido Amaury com a instalação Paisagem Artificial, comemorando 4 anos de existência/resistência da Mezanino exatamente onde tudo começou, no mezanino da Banca de Camisetas, na Alameda Franca, 1104, ali pertinho do Ritz.

Depois o povo pode seguir para a exposição Pop Up Fotográfico, que reúne um monte de amigos que eu adoro. Designers e fotógrafos apresentam trabalhos criados em conjunto, reunindo  moda, fotografia, design e arte em um único espaço. Como a loja das Elisas (Stecca e Chanan) fica na Alameda Franca, 1357, o que vai acontecer é um vai-e-vem daqueles nos Jardins, entre uma exposição e outra.

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Elisa Stecca e Elisa Chanan, fiéis a proposta inicial de mobilidade e interferência de outros universos além da moda em sua loja, apresentam projetos em conjunto com os fotógrafos Jaques Faing e Daniel Malva.

Stecca e  Faing  rompem a fronteira entre fotografia e objeto, desenvolvendo uma linha de móveis e roupas estampadas com imagens produzidas pelo fotógrafo a partir de pedras brasileiras e jóias criadas pela designer, lançando a coleção “Like a Rolling Stone”.

Elisa Chanan e Daniel Malva compartilham a hibridez de seus trabalhos e desenvolvem um ensaio utilizando técnicas fotográficas do séc. XIX, no qual as imagens captadas pelas lentes terão interferências de pintura à mão, feitas pelo próprio Daniel.

Renato de Cara faz um recorte do seu acervo fotográfico, trazendo trabalhos de diversos artistas como, por exemplo, Armando Prado, Daniel Malva e Roberto Setton, expondo-os em um pop up de sua Galeria Mezanino.

Carolina Glidden-Gannon e David Pollak da D’Arouche junto a Henrique Gendre revelam o universo néglíge com a jovem atriz Nathalia Zemel e o DJ Diego Almeida traduzindo o nightgown para uma versão contemporânea, tirando a roupa íntima do quarto e criando um mix sweet hard.

E ainda tem a SP ARTE no final de abril com os croquis do Conrado Segreto e em maio tem mais o clube 92, mas isso eu conto depois, ok?

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Renato querido!!! Que São Jorge te proteja! Vc ainda vai achar um lugar incrível para a Galeria Mezanino!

postheadericon Galeria Mezanino é despejada pela InBrands

Enquanto eu estava na cobertura do Fashion Cruise recebi um email do Renato De Cara com a notícia do despejo da Galeria Mezanino do espaço da loja do Alexandre Herchcovitch, local que ela ocupava desde setembro do ano passado.

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Junior Suci | AÇÃO 4: Fiquei Triste | 2009

O comunicado claro do Renato dizia o seguinte:

“A Galeria Mezanino, que há quatro anos mantêm seu caráter itinerante, teve o privilégio ocupar os fundos da loja do amigo Alexandre Herchcovitch, a convite dele, desde setembro do ano passado. E, como cavalheiros, acertamos como prazo ocupação até, pelo menos, julho deste ano.

Qual não foi nossa surpresa, esta semana, em nos deparar com técnicos e executivos do grupo acionista da marca medindo o espaço e, um dia para o outro, sermos comunicados por um funcionário administrativo que precisaríamos desocupar o galpão em três dias, a mando do Sr. Nelson Alvarenga.

Em primeiro lugar, repudiamos a maneira grosseira e sem noção de empresários truculentos e, principalmente, a falta de respeito para com o trabalho de mais de 50 artistas envolvidos no espaço, inclusive com exposições marcadas nomes do cenário internacional da moda e das artes.

De qualquer maneira, gostaríamos de agradecer o apoio e a freqüência de amigos, artistas, colecionadores e interessados em geral e comunicar que, por enquanto, estaremos atendendo pelo email: galeriamezanino@gmail.com ou pelo telefone 11.3436.6306.

Nosso acervo está quase todo ele disponível no site da Galeria Mezanino.

E, ainda, confirmamos nossa participação na próxima SP-ARTE, no final de abril, na Bienal de SP.
Obrigado

Renato De Cara

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Rogério Cavalcanti | S/T 2007 | Jato de Tinta s/ Papel de Algodão

Bom, este tipo de post acaba dando mais dor de cabeça do que qualquer outra coisa, mas como uma pessoa que tem transito tanto na moda quanto na arte, não poderia ficar calado, concordam?

Claro que a InBrands, dona da marca Alexandre Herchcovitch, tem todo o direito de dispor dos seus espaços como bem entender, afinal como diz Lady Kate: “To Paganu”. Mas aproveitando a mesma personagem, no final ela sempre diz: “Só me falta o gramour”.

É mais ou menos isso. Ao não conversar, não procurar uma solução elegante para o “despejo” da Galeria Mezanino, a InBrands colocou o Renato De Cara e muitos artistas e projetos já fechados, numa muito cafona “saia justa”.

O trabalho do Renato, que acompanho de longa data, é muito preciso e precioso. Se pensarmos em termos de espaços dedicados a arte no Brasil, das condições, apoios, etc, a situação não é das melhores. Para jovens artistas, fotógrafos, gente que transita em outras linguagens, então, nem se fala.

Ao apostar neste seguimento, e propor exposições em lugares que não foram exatamente “consagrados” a arte, ao propor este deslocamento, é que reside a força do projeto da Galeria Mezanino.

É uma pena tudo o que aconteceu desta forma. Eu quero acreditar que a Moda tem um papel significativo na sociedade contemporânea, como uma das mais fortes linguagens do seu tempo. Eu quero acreditar que as pessoas que lidam com Moda deveriam ser mais elegantes, porque isto é uma das matérias-primas da sua essência.

Eu estou propondo para o Renato De Cara, uma saída com todos os artistas,obras, amigos, uma saída silenciosa e solene do local, como forma de protesto. Protestar contra o que? Oras,  quando uma cidade perde um espaço artístico, ela deve ficar consciente que ficou mais pobre, mais triste. Para mim é razão suficiente, para um protesto. Elegante como deve ser.

Vamos lá?

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