Balanço da moda masculina em Paris
Antes de tudo vale a pena ler TO-DOS os posts feitos pelo Sylvain Justum no Hypercool que viu os melhores desfiles lá mesmo, ao vivo e em cores!!! Nesta análise quando há um desfile visto pelo querido amigo, o link é para os comentários dele.
Agora que já fiz o balanço do verão 2011 para o Portal Senai de Design, posso falar sobre o que achei de mais significativo. Quem acompanha o blog percebe que estou interessado em grandes blocos temáticos, buscar temas que vão se repetindo para ver por onde a moda masculina caminha.
O que mais me chamou a atenção é que o otimismo está de volta. Depois de um inverno sóbrio e sizudo, o verão se não explode em cores, está mais leve, muito mais solto e até certo ponto sexy.
Conheça quais as principais direções que foram desfiladas em Paris
EXPEDIÇÕES
Não há uma explosão de cores, mas de sobreposições não só de peças, mas de etnias. Eu gosto desta forma pós moderna como a moda lida com a geografia e a história.
Antonio Marras da Kenzo se inspirou no explorador frances Pierre Savorgnan de Brazza na sua viagem para o Congo e conseguiu atualizar de uma maneira única o velho estilo safari, com estampas delicadas e mais azul acizentado do que cáqui:

Já John Galliano busca nas viagens guerreiras de Napoleão para sobrepor uma mistura de Oriente, Italia e África, retomando aspectos de roupas militares que ele tanto ama.

Rei Kawabuko na sua Comme des Garçons faz o improvável de forma admirável misturando judeus ortodoxos, África e tartans escoceses, mostrando que na moda as fronteiras geográficas e culturais podem conviver em delicada harmonia.

O Japão foi um dos pontos de partida de Nicolas Ghesquière para Balenciaga. Os kimonos e os hakamas ganharam a interpretação arquitetonica para diluir um pouco suas origens.

LEVEZA
Se depender de Paris, está na hora de dizer adeus para as gravatas. São chic e casuais os lenços no pescoço e bem mais relax do que andar engravatado no verão, como viu-se na coleção de Hermès, onde teve até uma interessante versão de uma gravata lenço.

Ou usados como foulard tradicional mesmo em Junya Watanabe.

Mesmo que o shape slim fit estivesse bem presente, foi bom ver os shapes mais soltos, as calças mais largas, muito bom para arejar literalmente o verão, como em Kris Van Assche

E na coleção de Miharayasuhiro

SEXY
Depois de emplacar o Deep V Neck, o decote masculino, agora o foco é nos ombros de fora. Não é só a nossa velha conhecida camiseta que apareceu com força, como também coletes, camisas sem mangas e até paletós. Em Kenzo veio na malha de tricô:

Na Lanvin são os paletós sem mangas:

Na camisa de Givenchy

Chegando ao ápice em Jean Paul Gaultier com seus tomara-que-caia:

Tks pelas palavras, querido. Paris foi incrível mesmo. Bjs.